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Preços dos SUVs mais baratos do país chegaram a cair 17% em 2023, mostra levantamento

Os carros utilitários, os SUVs, já caíram no gosto do brasileiro há algum tempo. Um levantamento da KBB (Kelley Blue Book), encomendado pela CNN, aponta que modelos deste segmento chegaram a registrar queda de até 17% no preço em 2023.Outro levantamento, da JATO Dynamics do Brasil, mostra ainda que em abril deste ano, os SUVs foram os modelos que mais tiveram emplacamentos: 53.651 — uma alta de 9,1% comparando com o mesmo mês do ano passado (49.159).Já os emplacamentos dos segmentos caíram neste mesmo período. Os hatchs médios (Gol, Polo, Onix, HB20) tiveram uma queda de 53,4%. Os de sedãs pequenos (Virtus, HB20S, Cronos) foram 8,1% menor; e os sedãs médios (Corolla, Civic, Cruze), caíram ainda mais, 20%. E quem tem um sonho de ter um SUV, pode até se animar. Todos os 10 utilitários mais baratos comercializados no Brasil tiveram queda no preço de tabela neste ano. O novo Hyundai Creta, modelo Comfort 1.0 12V, por exemplo, ficou 1,45% mais barato, comparando seu valor abril de 2022 com o mesmo mês de 2023.O modelo que ficou mais barato foi o Peugeot 2008. Em abril de 2022 ele estava valendo R$ 91.200. No mesmo mês deste ano, custava R$ 75.640, uma queda de 17,06% do seu valor.Segundo Rafael Sellinas, coordenador de pesquisa da JATO Dynamics do Brasil, de maneira geral, alguns fatores têm contribuído para a redução de preços dos veículos.“Um deles é o excesso de estoque das montadoras e concessionárias, gerado pelo aumento da produção (após diversas paralisações) para atender a uma demanda reprimida do mercado, gerada pela pandemia e falta de componentes.”Confira o ranking dos 10 SUVs mais baratos do país e qual foi a queda de preço em um ano, elaborada pela KBB: 1 de 10 10º Lugar: Novo Hyundai Creta, do modelo Comfort 1.0 12V T-GDI AT, estava R$ 117.600 em abril de 2022 e caiu para R$ 115.890 no mesmo mês deste ano. Queda de 1,45% no preço. Crédito: Divulgação 2 de 10 9º Lugar: Volkswagen Nivus, modelo Comfortline 200 1.0 12V TSI AT6. O SUV, que chegou a custar R$ 117.300 em abril do ano passado, está valendo R$ 112.720 em abril de 2023 — uma queda no preço de 3,9%. Crédito: Foto: Divulgação 3 de 10 8º Lugar: Chevrolet Tracker, modelo 1.0 turbo 12V AT. O carro teve uma queda no preço de 5,58%. Em abril de 2022 estava custando R$ 113.900 e no mesmo mês de 2023 está em R$ 107.550. Crédito: Divulgação 4 de 10 7º Lugar: Volkswagen T-cross, modelo Sense 200 1.0 TSI AT6. O utilitário está 4,2% mais barato, indo de R$ 107.500 em abril de 2022 para R$ 102.980 um ano depois. Crédito: Divulgação 5 de 10 6º Lugar: Nissan Kicks, modelo 1.6 active CVT. O carro que custava R$ 105.800 em abril do ano passado, agora custa R$ 101.250 em abril deste ano. A queda foi de 4,3%. Crédito: Divulgação 6 de 10 5º Lugar: Hyundai Creta, modelo antigo, Action 1.6 16V AT6. Em abril de 2022 valia R$ 103.100. No mesmo mês deste ano está custando R$ 95.650, queda de 7,23%. Crédito: Divulgação 7 de 10 4º Lugar: Fiat Pulse, modelo Drive 1.3 MT. O utilitário da Fiat teve uma queda de 5.62% no preço, indo de R$ 95.300 em abril de 2022 para R$ 89.940 no mesmo mês de 2023. Crédito: Divulgação 8 de 10 3º Lugar: Renault Duster, modelo Zen 1.6 16V SCe MT6. O utilitário da Renault estava custando R$ 95.800 em abril do ano passado. No mesmo mês deste ano está valendo R$ 89.690. Crédito: Foto: Divulgação 9 de 10 2º Lugar: Citroën C4 Cactus, modelo Feel 1.6 16V AT. Valendo R$ 99.100 em abril do ano passado, o carro registrou uma queda de R$15,56% em um ano. Em abril deste ano o valor está em R$ 83.680. Crédito: Divulgação 10 de 10 1º Lugar: Peugeot 2008, modelo Allure Pack 1.6 16V AT6. O SUV mais barato do mercado teve 17% de queda no preço. Custando R$ 91.200 em abril de 2022, passou para R$ 75.640 em abril de 2023. Crédito: Foto: Divulgação Sellinas cita o aumento dos juros e dificuldade de acesso ao crédito. Isso fez com que as montadoras tivessem que conceder bônus mais generosos nos últimos meses, a fim de escoar as unidades remanescentes do ano anterior, gerando um desequilíbrio nos preços entre zero quilômetros e seminovos, o qual acaba sendo ajustado pelo próprio mercado, gerando desvalorizações acima da média.Para o segmento SUV, isso tem um impacto ainda maior, pois, hoje, representam 50% da oferta dos automóveis de passeio novos.No entanto, um ponto importante e de atenção para o consumidor que Sellinas destaca é com relação à revenda. Segundo ele, o excesso de oferta, combinado à manutenção mais cara e à alta dos combustíveis – geralmente, são modelos com consumo mais elevado – fazem com que o segmento tenha a maior desvalorização no mercado de seminovos e usados, com média de 8% no último ano.Esse indicador é puxado, principalmente, pelos modelos a diesel, que vêm sofrendo desvalorização acima da média.Com relação ao futuro desse segmento, o coordenador de pesquisa explica que, com leis de emissões cada vez mais rígidas, a adequação desses modelos se torna mais desafiadora, pois são veículos mais pesados e possuem motores que emitem mais poluentes.“Eletrificá-los em larga escala não é uma tarefa simples, pois o custo seria ainda muito elevado. Isso pode representar uma redução da oferta e até mesmo das vendas de SUVs. Mas, não de imediato. Além disso, podemos observar um crescimento expressivo no segmento de picapes nos últimos anos, o qual, em alguns casos, concorre diretamente com os utilitários.”