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Petróleo fecha em queda, com cautela nos mercados internacionais e temores sobre bancos nos EUA

Os contratos futuros de petróleo registraram sinal negativo nesta sexta-feira (12), em ambiente de certa cautela nos mercados internacionais, ainda com temores sobre bancos regionais nos Estados Unidos e também com o dólar forte e notícias do setor em foco. Com isso, a commodity voltou a exibir perda semanal, mesmo após os recuos de mais de 6% da semana anterior.O petróleo WTI para junho fechou em baixa de 1,17% (-US$ 0,83), em US$ 70,04 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para julho caiu 1,08% (-US$ 0,81), a US$ 74,17 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE). Na comparação semanal, os contratos recuaram 1,82% e 1,50%, respectivamente.A commodity chegou a exibir ganhos em parte do dia, com recuperação após duas sessões de perdas.Mais adiante, porém o quadro de maior apetite por risco deu lugar a certa cautela nos mercados em geral, com bancos regionais e as perspectivas de aperto monetário ainda em foco.Na agenda de indicadores, pesquisa da Universidade de Michigan mostrou piora além do esperado no sentimento dos consumidores dos Estados Unidos, com as expectativas de inflação ainda em nível elevado, com resultados mistos na leitura mais recente.No câmbio, o dólar se fortaleceu, o que colabora para pressionar os contratos, que nesse contexto ficam mais caros para os detentores de outras moedas.No noticiário do setor, o Iraque afirmou que não espera corte na oferta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) na reunião de junho do grupo.Já a Baker Hughes estimou queda de dois nos poços e plataformas em operação nos EUA na última semana, a 586.Na avaliação da Capital Economics, a demanda “fraca” deve continuar a pesar na demanda pelo petróleo.Em relatório a clientes, a consultoria vê nesse contexto quadro de fraqueza para os preços das commodities em geral.Na avaliação da Oxford Economics, por um lado o mercado do petróleo ainda está “apertado”, com a demanda apoiada pela reabertura da China, mas ele também sente o impacto das preocupações com o quadro macroeconômico global. Compartilhe: