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Lula assina medida provisória que tributa aplicações financeiras no exterior

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou no domingo (30) Medida Provisória (MP) que taxa aplicações financeiras no exterior pelo Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF). A MP 1,171, publicada no Diário Oficial, é a mesma que prevê a ampliação da faixa de isenção do IR para quem ganha até R$ 2.640.A MP inclui a tributação de rendimentos recebidos no exterior por meio de aplicações financeiras, entidades controladas e bens e direitos objeto de “trust” – fundos usados para administrar quantias de terceiros. Esse tipo de aplicação é comumente feita em paraísos fiscais, ou seja, em países com tributação praticamente nula.A MP entra em vigor com força de lei, mas ainda precisa ser aprovada pelo Congresso antes de ser convertida definitivamente em legislação.Segundo o texto da MP, as pessoas físicas precisarão computar de forma separada os rendimentos do capital aplicado fora do país a partir de 1º de janeiro de 2024, segundo a MP.Haverá duas faixas de cobranças: a alíquota será de 0% sobre a parcela anual dos rendimentos que não ultrapassar 6 mil reais. Para rendimentos anuais entre 6 mil e 50 mil reais, a alíquota será de 15%, e, para parcela acima de 50 mil, será de 22,5%.O texto também prevê a atualização dos valores de bens e direitos no exterior ao seu valor de mercado em 31 de dezembro de 2022, sendo tributada a diferença do custo de aquisição à alíquota de 10%. Neste caso, o imposto deve ser pago até 30 de novembro deste ano.A MP foi publicada em meio a esforços do Ministério da Fazenda para aumentar a arrecadação, vista como fator essencial para o sucesso do novo arcabouço fiscal atualmente em tramitação no Congresso. A pasta não respondeu imediatamente a pergunta da Reuters sobre estimativas de arrecadação com a tributação das aplicações financeiras no exterior.Em atualização.   Compartilhe: