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FMI diz que apoia “fortemente“ planos fiscais do Brasil, mas recomenda esforço “mais ambicioso“

O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que apoia “fortemente” os planos do governo brasileiro na área fiscal, mas recomendou esforços “mais ambiciosos” com efeitos além de 2026 — último ano do atual mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — para endereçar a queda da dívida pública.As informações foram divulgadas nesta terça-feira (16), em um relatório assinado pela representante do FMI, Ana Corbacho.“Reforçar o arcabouço fiscal, ampliar a base tributária e enfrentar a rigidez dos gastos apoiariam a sustentabilidade e a credibilidade e, ao mesmo tempo, proporcionariam flexibilidade, inclusive para atender novos gastos prioritários”, pontuou o documento. O novo marco fiscal foi apresentado hoje pela manhã ao Congresso pelo relator, deputado Cláudio Cajado (PP-BA). O acordo entre governo e Legislativo é votar a urgência da medida nesta quarta-feira (17), enquanto o mérito deve ser apreciado no próximo dia 24.A expectativa é que o texto seja aprovado sem grandes percalços.O FMI ainda destacou as previsões para o crescimento da economia brasileira nos próximos anos. Após alta de 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022, o órgão estima avanço de 1,3% neste ano, e 1,4% em 2024.“O crescimento da economia está moderando, mas espera-se que ganhe força a partir do próximo ano”, informou o relatório, acrescentando que estima uma alta de 2% no médio prazo.O FMI também chamou a atenção para a trajetória da inflação brasileira, que em abril desacelerou para 4,18% no acumulado de 12 meses, segundo dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na semana passada.Apesar de reconhecer que a variação de preços “diminuiu rapidamente em relação ao pico atingido no ano passado”, a representante do FMI destacou que o núcleo da inflação continua alto, e que as expectativas passaram a subir de forma gradual.Para o FMI, a inflação brasileira deve convergir para a meta apenas em meados de 2025.“As perspectivas econômicas estão sujeitas a riscos de deterioração da conjuntura. No entanto, os fortes amortecedores, como a solidez do sistema financeiro, elevadas disponibilidades de caixa e um nível adequado de reservas internacionais, ajudam a resiliência da economia”, afirmou.*Publicado por Gabriel Bosa Compartilhe: