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Desinflação deve continuar, porém de forma não linear, diz Roberto Campos Neto

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta quarta-feira (17) que a velocidade da desinflação começa a ficar mais lenta, tanto no Brasil, quanto nos demais países.“Como temos argumentado, o processo de desinflação deve continuar, porém de forma não linear. Os núcleos de inflação estão mais resilientes, devido a difusão da inflação entre setores e pressões subjacentes ainda fortes e componentes mais rígidos como serviços.”Campos Neto participou da abertura da primeira Conferência Anual do Banco Central do Brasil. Em sua apresentação, online, ele disse que a realização desta conferência é um momento propício para retomar as discussões sobre temas relacionados às atividades de bancos centrais.Segundo ele, em relação à ação dos bancos centrais, mesmo levando em consideração essa questão de estabilidade financeira, o combate à inflação continua sendo um grande desafio para os bancos centrais.Aqui no Brasil, ele ressaltou que o BC foi um dos primeiros bancos centrais a iniciar esse aperto monetário, em março de 2021. “Essa reação tempestiva, em grande parte, se deu à nossa percepção inicial sobre a natureza da inflação atual e ao fato que a inflação no Brasil começou a aumentar antes do que em outros países.”Em atualização.  Compartilhe: