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À CNN, presidente eleito do Paraguai defende mudanças no Tratado de Itaipu e uso de energia vendida ao Brasil

Em entrevista exclusiva à CNN, o presidente eleito do Paraguai, Santiago Peña, defendeu mudanças no Tratado de Itaipu, que completa 50 anos em 2023.“Temos que definir um novo papel. Acho que esse novo papel tem que ser o desenvolvimento de nossos povos e dar trabalho e melhorar a qualidade de vida do povo. Isso requer um investimento muito importante em infraestrutura, em capital humano, educação e saúde”.Questionado sobre a possibilidade de a energia excedente do governo paraguaio, hoje vendida para o Brasil, possa ser vendida para outros países, Santiago Peña negou que o país vizinho tenha interesse em vender para outras nações, mas falou em uso próprio e em investimentos. “A intenção de Paraguai é utilizar a energia elétrica. O mais rápido possível. Para o qual Paraguai tem que fazer investimentos em linhas de transmissão, distribuição e, é claro, também atrair investimentos, que podem ser investimentos brasileiros para poder nos conectar comercialmente de uma maneira muito mais profunda. (…) Acho que a conversa está no entorno de como paraguaios desenvolvem a estrutura para consumir a energia o mais rápido possível. (…) Não queremos vender a energia, queremos consumi-la.Santiago Peña assumirá a presidência em 15 de agosto. Ele também afirmou à CNN que a conversa — de uma hora e meia — com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, foi boa.“Foi muito boa a primeira visita. Brasil é o nosso principal socio-comercial. Temos uma relação histórica e estamos convencidos de que no próximo ano vamos fazer o melhor ano entre Paraguai e Brasil e a relação bilateral com o Brasil. Acho que temos muitas coincidências”.Acordo Mercosul e União EuropeiaSantiago Peña ainda disse à CNN que o Paraguai apoia o acordo do Mercosul e União Europeia. “Estamos a favor. Eu vou a acompanhar essa negociação. Para o Paraguai, negociar dentro do Mercosul é melhor que em separado”. Compartilhe: